Baruch Hashem, Glória a YAHWEH e Honra a Yeshua, o Mashiach de Israel

"Ninguém que põe a mão no arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus"Lucas 9:62

“Porque o Senhor me libertou do império das trevas e me transportou para o Reino do Filho do Seu Amor” Cl 1:13

Já orou por seus filhos hoje?

Porque não criamos nossos filhos para povoarem o inferno


Filhos

Filhos

"Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria,

que não se compadeça dele, do filho do seu ventre?
Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti. "
Isaías 49:15

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Sejam bem-vindos!

Nós somos os filhos e as filhas do Papai do Céu!

quinta-feira, 23 de maio de 2013



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Fazei justiça ao fraco e ao órfão, procedei retamente para com o aflito e o desamparado. Sal. 82:3.

Virgil Gheorghiu, no seu romance A Vigésima Quinta Hora, narra o drama de Iohann Moritz, um simples camponês romeno que não se preocupara com as dificuldades que os judeus da sua terra enfrentavam, até que, na guerra, o confundiram com um deles. Foi levado a um campo de concentração, apesar de seus protestos. Mais tarde, no caminhão que conduzia os judeus, alguém lhe perguntou: “Por que você está tão revoltado?” E ele respondeu: “Não tenho nada contra os judeus, mas eu não sou um de vocês.” E o judeu lhe retrucou: “Eu sei. Só que agora você é.”
 Dificilmente o ser humano entenderá como se sente o fraco, o órfão, o aflito, ou o desamparado, até subir no caminhão que leva todas essas pessoas pela estrada da vida injusta que a estrutura social lhes impõe. Mas o conselho divino é: Preocupe-se com eles, se quiser ser feliz.
 O verso de hoje não apresenta uma ordem, mas um ingrediente da felicidade. Não é um fardo, nem uma obrigação. Os ensinamentos bíblicos são segredos para uma vida feliz. Fazer o bem faz bem. A alegria que você proporciona, com um gesto de nobreza, deixa em você um sentimento de satisfação e paz que não poderia comprar com todo o ouro do mundo.
 Eu devia ter dez ou onze anos de idade, quando achei uma nota de cinqüenta soles. Fiquei feliz, exultante, dei pulos de alegria. Era muito dinheiro. Naquele tempo dava para comprar um par de chuteiras, meu grande sonho. De repente, cruzei com outro garoto da mesma idade. Estava chorando.
 – O que aconteceu – perguntei-lhe.
 – Perdi uma nota de cinqüenta soles que meu pai me deu para pagar a conta da mercearia – disse.
 Não pensei duas vezes. Devolvi a nota.
 Foi apenas um ato de honestidade? Pode ser, mas me fez muito bem. Ao seguir meu caminho, já não tinha a euforia que senti quando achei a nota. Era outro sentimento. Uma paz que nunca antes havia sentido. Valia muito mais que um par de chuteiras.
 Ao transitar pelos caminhos da vida hoje, lembre-se do conselho divino. “Fazei justiça ao fraco e ao órfão, procedei retamente com o aflito e o desamparado.” É simples e faz bem.



Alejandro Bullón

5 Sinais de que Você Glorifica a Si Mesmo (Paul Tripp)

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É importante reconhecer o fruto de autoglorificar-se em você e em seu ministério. Que Deus use esta lista para lhe conceder sabedoria diagnóstica. Que ele use esta lista para expor seu coração e redirecionar seu ministério.
Autoglorificar-se fará com que você:

1. Ostente em público o que deveria ser mantido em particular.

Os fariseus são um vívido exemplo primário para nós. Porque eles viam suas vidas como gloriosas, eles eram ligeiros em ostentar essa glória diante dos olhos de quem estivesse vendo. Quanto mais você pensa que você já chegou lá, e quanto menos você vê a si mesmo como necessitando de graça resgatadora, mais você tenderá à autorreferência e à autocongratulação. Por você estar atento à autoglorificação, você vai trabalhar para conseguir maior glória mesmo quando não estiver consciente de que está fazendo isso. Você tenderá a contar histórias pessoais que fazem de você o herói. Você encontrará maneiras, em cenários públicos, de falar de atos privados de fé. Por você se achar digno de aplausos, você buscará os aplausos de outros encontrando maneiras de apresentar a si mesmo como “piedoso”.
Eu sei que a maioria dos pastores lendo esta coluna pensarão que nunca fariam isso. Mas estou convencido de que há mais “desfile de piedade” no ministério pastoral do que tendemos a pensar. Esta é uma das razões pelas quais eu acho conferências pastorais, reuniões de presbitério, assembleias gerais, convenções, e reuniões de plantação de igreja desconfortáveis às vezes. Após uma sessão ao redor da mesa, essas reuniões podem se degenerar a um “concurso de cuspe” de ministério pastoral, onde somos tentados a menos do que honestos sobre o que de fato está acontecendo em nossos corações e em nossos ministérios. Após celebrar a glória da graça do evangelho, há demasiado recebimento de glória autocongratulatória por pessoas que parecem precisar de mais aplausos do que merecem.

2. Seja demasiadamente autorreferente

Todos nós sabemos disso, todos nós já vimos isso, todos nós já ficamos desconfortáveis com isso, e todos nós já fizemos isso. Pessoas orgulhosas tendem a falar muito de si mesmas. Pessoas orgulhosas tendem a gostar mais de suas próprias opiniões do que das opiniões dos outros. Pessoas orgulhosas pensam que suas histórias são mais interessantes e cativantes do que as dos outros. Pessoas orgulhosas pensam que eles sabem e entendem mais do que os outros. Pessoas orgulhosas pensam que conquistaram o direito de serem ouvidas. Pessoas orgulhosas, por basicamente terem orgulho do que sabem e do que fizeram, falam muito sobre ambos. Pessoas orgulhosas não falam a respeito de suas fraquezas. Pessoas orgulhosas não falam a respeito de suas falhas. Pessoas orgulhosas não confessam pecado. Então pessoas orgulhosas são melhores em colocar os holofotes sobre si mesmas do que em refletir a luz de suas histórias e opiniões de volta para a gloriosa e completamente imerecida graça de Deus.

3. Fale quando deveria ficar calado.

Quando você pensa que já chegou lá, você é bem orgulhoso e confiante de suas opiniões. Você confia em suas opiniões, então você não está tão interessado nas opiniões dos outros quanto deveria estar. Você tenderá a querer que seus pensamentos, perspectivas e pontos de vista vençam em qualquer reunião ou conversa. Isso significa que você estará muito mais confortável do que você deveria estar com dominar um grupo com sua conversa. Você falhará em ver que na multidão de conselhos há sabedoria. Você falhará em ver o ministério essencial do corpo de Cristo em sua vida. Você falhará em reconhecer suas tendências e sua cegueira espiritual. Você não irá a reuniões formais ou informais com um senso pessoal de necessidade do que os outros têm a oferecer, e você controlará a conversa mais do que deveria.

4. Fique quieto quando deveria falar.

A autoglorificação pode ir para o outro lado também. Líderes que são muito autoconfiantes, que involuntariamente atribuem a si mesmos o que poderia apenas ser efetuado pela graça, frequentemente veem reuniões como uma perda de tempo. Por serem orgulhosos, eles são muito independentes, então as reuniões tendem a ser vistas como uma interrupção irritante e inútil de uma agenda ministerial já sobrecarregada. Por causa disso, ou eles acabarão com todas as reuniões ou as tolerarão, tentando finalizá-las o mais rápido possível. Então eles não lançam suas ideias para consideração e avaliação porque, francamente, eles não acham que precisam. E quando suas ideias estão na mesa e sendo debatidas, eles não entram na briga, porque eles pensam que o que eles opinaram ou propuseram simplesmente não precisa de defesa. A autoglorificação fará com que você fale demais quando você deveria ouvir, e com que você não sinta necessidade de falar quando você certamente deveria.

5. Se importe demais com o que os outros pensam de você.

Quando você caiu no pensamento de que você é alguma coisa, você quer que as pessoas reconheçam esse “alguma coisa”. Novamente, você vê isso nos fariseus: avaliações pessoais de autoglorificação sempre levam a um comportamento de busca por glória. Pessoas que pensam que chegaram a algum lugar podem se tornar hipersensíveis a como outras pessoas reagem a elas. Por você ser hipervigilante, observando a maneira pela qual as pessoas em seu ministério respondem, você provavelmente nem sequer percebe como você faz as coisas por autoaclamação.
É triste, mas frequentemente ministramos o evangelho de Jesus Cristo por causa de nossa própria glória, não pela glória de Cristo ou a redenção das pessoas sob nossos cuidados. Eu já fiz isso. Eu já pensei durante a preparação de um sermão que um certo ponto, colocado de certa maneira, poderia ganhar um detrator e eu já fiquei observando à procura da reação das pessoas enquanto eu pregava. Nesses momentos, na pregação e na preparação de um sermão, eu abandonei meu chamado como embaixador da eterna glória de outro pelo propósito de conseguir para mim o louvor temporário dos homens.
Por Paul Tripp


Como assim, “não toqueis no ungido do Senhor…”?!

Várias passagens na Bíblia onde aparecem expressões iguais ou semelhantes a estas do título desta postagem:
A ninguém permitiu que os oprimisse; antes, por amor deles, repreendeu a reis, dizendo: Não toqueis nos meus ungidos, nem maltrateis os meus profetas (1Cr 16:21-22; cf. Sl 105:15).
Todavia, a passagem mais conhecida é aquela em que Davi, sendo pressionado pelos seus homens para aproveitar a oportunidade de matar Saul na caverna, respondeu: “O Senhor me guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor, isto é, que eu estenda a mão contra ele [Saul], pois é o ungido do Senhor” (1Sm 24:6).
Noutra ocasião, Davi impediu com o mesmo argumento que Abisai, seu homem de confiança, matasse Saul, que dormia tranquilamente ao relento: “Não o mates, pois quem haverá que estenda a mão contra o ungido do Senhor e fique inocente?” (1Sm 26:9). Davi de tal forma respeitava Saul, como ungido do Senhor, que não perdoou o homem que o matou: “Como não temeste estender a mão para matares o ungido do Senhor?” (2Sm 1:14).
Esta relutância de Davi em matar Saul por ser ele o ungido do Senhor tem sido interpretado por muitos evangélicos como um princípio bíblico referente aos pastores e líderes a ser observado em nossos dias, nas igrejas cristãs. Para eles, uma vez que os pastores, bispos e apóstolos são os ungidos do Senhor, não se pode levantar a mão contra eles, isto é, não se pode acusa-los, contraditá-los, questioná-los, criticá-los e muito menos mover-se qualquer ação contrária a eles. A unção do Senhor funcionaria como uma espécie de proteção e imunidade dada por Deus aos seus ungidos. Ir contra eles seria ir contra o próprio Deus.
Mas, será que é isto mesmo que a Bíblia ensina?
A expressão “ungido do Senhor” usada na Bíblia em referência aos reis de Israel se deve ao fato de que os mesmos eram oficialmente escolhidos e designados por Deus para ocupar o cargo mediante a unção feita por um juiz ou profeta. Na ocasião, era derramado óleo sobre sua cabeça para separá-lo para o cargo. Foi o que Samuel fez com Saul (1Sam 10:1) e depois com Davi (1Sam 16:13).
A razão pela qual Davi não queria matar Saul era porque reconhecia que ele, mesmo de forma indigna, ocupava um cargo designado por Deus. Davi não queria ser culpado de matar aquele que havia recebido a unção real.
Mas, o que não se pode ignorar é que este respeito pela vida do rei não impediu Davi de confrontar Saul e acusá-lo de injustiça e perversidade em persegui-lo sem causa (1Sam 24:15). Davi não iria matá-lo, mas invocou a Deus como juiz contra Saul, diante de todo o exército de Israel, e pediu abertamente a Deus que castigasse Saul, vingando a ele, Davi (1Sam 24:12). Davi também dizia a seus aliados que a hora de Saul estava por chegar, quando o próprio Deus haveria de matá-lo por seus pecados (1Sam 26:9-10).
O Salmo 18 é atribuído a Davi, que o teria composto “no dia em que o Senhor o livrou de todos os seus inimigos e das mãos de Saul”. Não podemos ter plena certeza da veracidade deste cabeçalho, mas existe a grande possibilidade de que reflita o exato momento histórico em que foi composto. Sendo assim, o que vemos é Davi compondo um salmo de gratidão a Deus por tê-lo livrado do “homem violento” (Sl 18:48), por ter tomado vingança dos que o perseguiam (Sl 18:47).
Em resumo, Davi não queria ser aquele que haveria de matar o ímpio rei Saul pelo fato do mesmo ter sido ungido com óleo pelo profeta Samuel para ser rei de Israel. Isto, todavia, não impediu Davi de enfrentá-lo, confrontá-lo, invocar o juízo e a vingança de Deus contra ele, e entregá-lo nas mãos do Senhor para que ao seu tempo o castigasse devidamente por seus pecados.
O que não entendo é como, então, alguém pode tomar a história de Davi se recusando a matar Saul, por ser o ungido do Senhor, como base para este estranho conceito de que não se pode questionar, confrontar, contraditar, discordar e mesmo enfrentar com firmeza pessoas que ocupam posição de autoridade nas igrejas quando os mesmos se tornam repreensíveis na doutrina e na prática.
Não há dúvida que nossos líderes espirituais merecem todo nosso respeito e confiança, e que devemos acatar a autoridade deles – enquanto, é claro, eles estiverem submissos à Palavra de Deus, pregando a verdade e andando de maneira digna, honesta e verdadeira. Quando se tornam repreensíveis, devem ser corrigidos e admoestados. Paulo orienta Timóteo da seguinte maneira, no caso de presbíteros (bispos/pastores) que errarem: ”Não aceites denúncia contra presbítero, senão exclusivamente sob o depoimento de duas ou três testemunhas. Quanto aos que vivem no pecado, repreende-os na presença de todos, para que também os demais temam” (1Tim 5:19-20).
Os “que vivem no pecado”, pelo contexto, é uma referência aos presbíteros mencionados no versículo anterior. Os mesmos devem ser repreendidos publicamente.
Mas, o que impressiona mesmo é a seguinte constatação. Nunca os apóstolos de Jesus Cristo apelaram para a “imunidade da unção” quando foram acusados, perseguidos e vilipendiados pelos próprios crentes. O melhor exemplo é o do próprio apóstolo Paulo, ungido por Deus para ser apóstolo dos gentios. Quantos sofrimentos ele não passou às mãos dos crentes da igreja de Corinto, seus próprios filhos na fé! Reproduzo apenas uma passagem de sua primeira carta a eles, onde ele revela toda a ironia, veneno, maldade e sarcasmo com que os coríntios o tratavam:
“Já estais fartos, já estais ricos; chegastes a reinar sem nós; sim, tomara reinásseis para que também nós viéssemos a reinar convosco. Porque a mim me parece que Deus nos pôs a nós, os apóstolos, em último lugar, como se fôssemos condenados à morte; porque nos tornamos espetáculo ao mundo, tanto a anjos, como a homens. Nós somos loucos por causa de Cristo, e vós, sábios em Cristo; nós, fracos, e vós, fortes; vós, nobres, e nós, desprezíveis. Até à presente hora, sofremos fome, e sede, e nudez; e somos esbofeteados, e não temos morada certa, e nos afadigamos, trabalhando com as nossas próprias mãos. Quando somos  injuriados, bendizemos; quando perseguidos, suportamos; quando caluniados, procuramos conciliação; até agora, temos chegado a ser considerados lixo do mundo, escória de todos. Não vos escrevo estas coisas para vos envergonhar; pelo contrário, para vos admoestar como a filhos meus amados. Porque, ainda que tivésseis milhares de preceptores em Cristo, não teríeis, contudo, muitos pais; pois eu, pelo evangelho, vos gerei em Cristo Jesus. Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores” (1Cor 4:8-17).
Por que é que eu não encontro nesta queixa de Paulo a repreensão, “como vocês ousam se levantar contra o ungido do Senhor?” Homens de Deus, os verdadeiros ungidos por Ele para o trabalho pastoral, não respondem às discordâncias, críticas e questionamentos calando a boca das ovelhas com “não me toque que sou ungido do Senhor,” mas com trabalho, argumentos, verdade e sinceridade.
“Não toque no ungido do Senhor” é apelação de quem não tem nem argumento e nem exemplo para dar como resposta.
Por Augustus Nicodemus Lopes 


 

O Desafio da Perseverança em um Mundo Instável

 

Clodoaldo Machado


Pastor Clodoaldo Machado pastoreia a Igreja Batista Parque Industrial em São José dos Campos - SP desde o ano 2000. É bacharel em teologia pelo Cetevap - Centro de Estudos Teológicos do Vale do Paraíba, e pós graduado em aconselhamento bíblico pela Faculdade Teológica Batista de Campinas e Southeaster Baptist Seminary (EUA). Pr.Clodoaldo é casado com Patrícia e tem dois filhos, Nathan e Nathalia.

Uma das características do mundo em que vivemos é sua constante mudança. Sabemos disso pelo que a Bíblia nos diz e também por nossa própria observação. A Bíblia compara o mundo com as ondas do mar. Isaías diz que os perversos são como o mar agitado, que não se pode aquietar (Is 57:20). Uma das características do mar é que nunca está parado, está sempre em mudança, suas ondas não são sempre iguais, suas marés estão sempre se alterando. Entendemos por esta descrição que o mundo não se firma, não se satisfaz e é sempre ávido por novas situações.
Percebemos também esta característica do mundo por nossa observação. Cada geração é capaz de apontar mudanças que aconteceram em sua época. Não é incomum encontrarmos pessoas falando sobre as diferenças do passado para a época presente. Temos observado mudanças no pensamento sobre casamento, família, dependência química, sexualidade e algumas outras áreas da vida humana. Aquilo que no passado era considerado imoral tem sido reconfigurado e passou a receber uma nova denominação, de maneira que seja aceita e não haja mais resistência. No passado dizia-se imoral, agora chamamos de doença. Isto demonstra a inquietação do mundo em que vivemos, como nos descreve a Bíblia.
Como servos de Deus somos chamados a viver Sua Palavra neste contexto. Devemos viver princípios imutáveis em meio a um mundo em constante mudança. Isto é desafiador e exige perseverança; e o próprio efeito da Palavra de Deus na vida dos crentes leva-os a passar por este mundo resistindo às mudanças e expressando o caráter imutável de Deus. O apóstolo Pedro escreveu sobre os efeitos das Escrituras em nossas vidas. Em 1 Pedro 1:22-25 o apóstolo faz um contraste entre o pensamento do homem e a Palavra de Deus.
Pedro afirma que fomos regenerados de uma semente incorruptível. Regenerados significa o novo nascimento. Pedro está dizendo que nosso novo nascimento se deu mediante a incorruptível Palavra de Deus. Deus deu-nos uma nova vida por intermédio de Sua Palavra que vive e é permanente (v.23). Em contraste com o pensamento do mundo, que é morto e está em constante mudança, a Palavra de Deus é viva e permanece. Deus não muda sua verdade em conveniência com as circunstâncias. Ela é imutável. Estamos sendo alimentados com a Palavra de Deus que nos leva a perseverarmos e a resistirmos às mudanças ao nosso redor.
O apóstolo compara o mundo com uma erva. Ele diz que toda carne é como a erva e toda sua glória como a flor da erva; seca-se a erva, e cai a sua flor(v.24). Os pensamentos do mundo duram tanto quanto uma erva, e sua beleza como uma flor. Pedro está dizendo que o mundo é passageiro, não há garantia de que o que se vive hoje será vivido amanhã. Diferente disso, o crente deve viver princípios que, sabe, deverão ser vividos no amanhã. Ele deve tanto viver como ensinar a próxima geração, de maneira que os de amanhã vivam os mesmos princípios que são vividos hoje. Para o crente não existe o fato de que o mundo de hoje é de tal maneira que devemos nos adaptar a ele. Para o servo de Deus, o caminho é o da imutável Palavra de Deus. O que era errado ontem continuará sendo errado hoje, e será errado amanhã.
Pedro declara que a Palavra do Senhor permanece eternamente e que esta é a Palavra que nos foi pregada (v.25). Fomos introduzidos a uma Palavra que não muda e permanece para sempre. Deus não deseja que estejamos em constante mudança, nos acomodando ao mundo em que vivemos. Isto aponta para as lutas que temos perante nós. Não é sem motivo que os crentes são pressionados pelo mundo, visto que conservam princípios que para o mundo são ultrapassados. Isto desafia o crente a ser fiel a Deus e não se envergonhar do Evangelho. Vivemos mesmo coisas antigas, temos uma visão conservadora a respeito da família, do casamento, do relacionamento com o sexo oposto, da sexualidade, do uso do corpo, isto tudo porque somos ensinados pela Palavra de Deus, que vive e permanece eternamente. Neste mundo agitado como as ondas do mar somos chamados a nos firmar como a rocha. Deus se revela desta maneira para nós: "Não há santo como o SENHOR;  porque não há outro além de ti;  e Rocha não há, nenhuma, como o nosso Deus". Diante das pressões das ondas deste mundo agitado, estamos firmados em nosso Deus que é uma rocha. Além disso, o próprio apóstolo Pedro diz que somos pedras vivas (1Pe 2:5). Portanto, dia a dia, somos desfiados a resistir, somos chamados a não mudar como imutável é nosso Deus. Fomos regenerados pela incorruptível Palavra Santa que é viva e permanece eternamente. Perseveremos, pois, até o fim!


O Valor das Escrituras

 

Paulo Henrique Tavares


Paulo Henrique Tavares é pastor do Templo Batista Bíblico em São José dos Campos. Bacharel em Teologia pela FTBP - Faculdade Teológica Batista do Paraná; Mestre em Teologia do Antigo Testamento pelo SEBARSP - Seminário Batista Regular de São Paulo; Pós-graduado em educação pela UBC - Universidade Braz Cubas; Pós-Graduando em Aconselhamento pastoral pela FTBP. Paulo é casado com Aline e pai de Arthur Henrique e Thales Henrique.

Todos os cristãos, certamente, afirmam que a Bíblia é a revelação de Deus e que ela é valorosa. O fato de concordarmos com esta afirmação evidencia que reconhecemos seu valor, mas se não a utilizamos, fica evidente, que é um valor irreal - apenas um discurso. A Bíblia é a Palavra de Deus e é valorosa, no entanto, ela terá um valor irreal se o fato de possuirmos um exemplar, a lermos constantemente, a estudarmos, ouvirmos mensagens e explicações sobre seus textos, não transformar nossa forma de viver e não alterar nossa ética. Observe alguns valores que a Escritura Sagrada tem para nos motivar a olharmos de forma diferente:
As Escrituras Sagradas têm valor profético. O conceito de profeta não é o de um vidente que vê o futuro, mas é o de ser a "boca de Deus" - mesmo que muitas vezes tenha revelado o futuro. Na antiguidade, quando Deus tinha um recado para a nação, Ele levantava um homem para ser Sua voz. A palavra hebraica que qualifica o profeta é "Nabiy", que literalmente significa "porta-voz" (1Sm 3:20). Quando um profeta dizia algo em nome de Deus, era como ouvir o próprio Deus.
A Bíblia que temos nas mãos foi inspirada pelo Altíssimo e é Sua própria voz sendo compreendida (2Pe 2:21). Quando você lê um versículo consegue "ouvir" Deus falando? Se você lê e estuda a Palavra de Deus é um caso de teologia, mas se você anda escutando a voz de Deus é caso de psiquiatria. Há muitos tentando ouvir Deus com a Bíblia fechada. A voz de Deus não é um som ecoando no beco, mas é um versículo lido do texto. Cada frase que encontramos no texto sagrado é a voz de Deus. Alguns cristãos transformaram a Bíblia em frases poéticas, bonitas para os adesivos, para as camisetas ou para o rodapé de uma imagem do facebook. Ela não é isso, ela é a voz de Deus. Você vê este valor nela? Você se dobra em reverência quando descobre as verdades nela? Seus princípios são levados a sério? Se sua resposta foi negativa é porque ainda não reconhece o valor profético das Escrituras.
As Escrituras Sagradas têm valor transformador. Uma verdade universal é que todo tipo de ensino transforma, mas somente a Bíblia transforma à medida de Deus. Todo indivíduo que se submete a algum ensino, este aprendizado o conduzirá a uma transformação. Outra verdade universal é que qualquer forma de conhecimento expande a mente, de modo que uma vez submetida ao novo conhecimento, nunca mais volta ao "tamanho normal". O ensino bíblico transforma à medida de Deus e o conhecimento bíblico expande a mente em critérios espirituais.
Um cuidado que devemos ter a fim de reconhecermos este valor das Escrituras é ficarmos atentos para não nos habituarmos a uma cultura religiosa e utilizarmos a Bíblia como mero ritual. Certa vez, Jesus foi cobrado pelos judeus por ter curado um paralítico no sábado (Jo 5.10). Jesus os respondeu afirmando que eles examinavam as Escrituras sabendo que havia vida eterna nelas, mas mantinham a tradição acima das Escrituras - pois O recusaram - sendo que as próprias Escrituras testificavam a respeito Dele (Jo 5.39). Observe que aqueles homens eram zelosos com a forma de viver judaica, respeitavam as tradições, mantinham o uso das Escrituras, mas não reconheciam seu valor transformador, pois eles não aceitaram que elas modificassem suas vidas (Jo 5.37-38). O resultado foi que Jesus disse que eles nunca haviam ouvido a voz de Deus.
Devemos tomar cuidado para não sermos pessoas que recusam mudar quando o ensino bíblico contraria nossa forma de viver e pensar. Se fizermos isto, seremos pessoas zelosas pelas tradições, com a Bíblia nas mãos, porém sem ouvir a voz de Deus.
As Escrituras Sagradas têm valor moral.  Se a Bíblia tem valor profético, então ela é o próprio Deus falando. Quando Deus fala não é a voz de qualquer um, é algo transformador, logo, o resultado, é que ela deve ser obedecida. O valor moral das Escrituras consiste na aplicação das verdades ditas por Deus a fim de que o homem as obedeça, ou seja, a Bíblia define nossa ética.
Os homens e até mesmo os animais têm ética. A frase: "fulano não tem ética," não faz sentido. Alguém pode ter uma ética diferente da sua, ou do padrão normal aceitável e ser um antiético, ou seja, ter seus valores contrários ao esperado, mas nunca será sem ética. Ética é o resumo dos valores e princípios intrínsecos que nos faz julgar todas as coisas. Os animais o fazem com base em seus instintos, já os homens, são os únicos seres vivos com valores morais para este julgamento. É exatamente neste ponto, que afirmo que as Escrituras têm um valor moral, que deve definir nossa ética.
Quando Paulo escreve aos Coríntios e por duas vezes diz que tudo lhe era lícito, mas nem tudo convinha (1Co 6.12; 10.23), ele estava falando de ética. Há três princípios gerais que definem as questões da vida e que refletem a base de nossa ética: Quero, Devo e Posso. Muitas vezes estes princípios se tornam conflitantes: eu quero, mas não posso, posso mas não devo, e devo mas não quero. Paulo estava dizendo que havia coisas que ele podia, mas que não devia, e que havia coisas que queria, mas não iria se deixar dominar.
Reconhecer o valor moral das Escrituras é saber que não poderemos fazer tudo que nos é lícito porque não devemos. Não devemos porque os princípios morais determinados nas Escrituras devem superar nossas vontades. É algumas vezes obedecer às determinações bíblicas quando afirmarem que devemos fazer mesmo não querendo, e outras vezes não fazermos mesmo querendo.
O cuidado que devemos tomar neste aspecto é o de não tentar harmonizar os princípios bíblicos com os outros valores e princípios que já temos ou adquirimos. As Escrituras competem com estes valores; é a voz de Deus em meio a outras vozes existentes. Estes valores podem ser culturais, familiares, oriundos de tradições, padrão da maioria, etc. Se ouvirmos estas vozes quando estiverem em conflito com a voz de Deus, teremos desprezado o valor moral das Escrituras e, logo, fechado os ouvidos ao que diz o Senhor.
Quando um cristão reconhece o valor profético das Escrituras, ele vê nelas mais que um livro de sabedorias - vê a boca de Deus. Ao reconhecer a voz de Deus, ele não é apenas iluminado com a verdade, mas é transformado por esta voz poderosa. Se isso acontece, todo seu ser é transformado tornando-se uma pessoa madura e com princípios éticos mais puros, logo, o que ele quer será o que pode e também o que deve.


O Sofrimento e a Glória de Deus


R. C. Sproul



R. C. Sproul nasceu em 1939, no estado da Pensilvânia. É ministro presbiteriano, pastor da Igreja St. Andrews Chapel, na Florida; fundador e presidente do ministério Ligonier, professor e palestrante em seminários e conferências; autor de dezenas de livros, vários deles publicados em português; possui um programa de rádio chamado: Renove sua Mente, o qual é transmitido para uma grande audiência nos EUA e para mais de 60 outros países; Suas graduações incluem passagem pelas seguintes universidades e centros de estudos teológicos: Westminster College, Pennsylvania, Pittsburgh Theological Seminary, Universidade livre de Amsterdã e Whitefield Theological Seminary. É casado com Vesta Ann e o casal tem dois filhos, já adultos.

Certa vez visitei uma mulher que estava morrendo de câncer uterino. Ela estava em grande angústia, mas não apenas por seu incômodo físico. Ela me explicou que ela havia feito um aborto quando moça e estava convencida de que sua doença era uma direta consequência daquilo. Resumindo, ela acredita que o câncer era o julgamento de Deus sobre ela.
A resposta pastoral comum a tal questão agonizante de alguém em seu leito de morte é dizer que a aflição não é um julgamento de Deus pelo pecado. Mas eu tive de ser honesto, então eu disse a ela que não sabia. Talvez fosse julgamento de Deus, mas talvez não fosse. Eu não posso sondar o conselho secreto de Deus ou ler a mão invisível de sua providência, então eu não sabia o motivo de seu sofrimento. Eu sabia, contudo, que qualquer que fosse a razão para aquilo, havia uma resposta para a culpa dela. Nós falamos sobre a misericórdia de Cristo e da cruz e ela morreu na fé.
A pergunta que aquela mulher levantou é feita todos os dias por pessoas que estão sofrendo aflições. Ela é abordada em uma das passagens mais difíceis do Novo Testamento. Em João 9, nós lemos: "Caminhando Jesus, viu um homem cego de nascença. E os seus discípulos perguntaram: 'Mestre, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?' Respondeu Jesus: 'Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus'" (vv. 1-3).
Por que os discípulos de Jesus supuseram que a causa raiz da cegueira daquele homem era seu pecado ou o pecado de seus pais? Eles certamente tinham alguma base para essa hipótese, pois as Escrituras, dos registros da queda em diante, deixam claro que a razão pela qual o sofrimento, a doença e a morte existem neste mundo é o pecado. Os discípulos estavam corretos de que de alguma maneira o pecado estava envolvido na aflição daquele homem. Também, há exemplos na Bíblia de Deus causando aflição por causa de pecados específicos. No Israel antigo, Deus afligiu a irmã de Moisés, Miriã, com lepra porque ela questionou o papel de Moisés como porta-voz de Deus (Números 12:1-10). Igualmente, Deus tomou a vida do filho nascido a Bate-Seba como resultado do pecado de Davi (2 Samuel 12:14-18). A criança foi punida, não por causa de algo que a criança fez, mas como resultado direto do julgamento de Deus sobre Davi.
Contudo, os discípulos cometeram o erro de particularizar o relacionamento geral entre o pecado e o sofrimento. Eles assumiram que havia uma correspondência direta entre o pecado do homem cego e sua aflição. Eles não leram o livro de Jó, que trata de um homem que era inocente, e ainda assim foi severamente afligido por Deus? Os discípulos erraram em reduzir as opções a duas quando havia outra alternativa. Eles fizeram sua pergunta a Jesus de uma maneira "ou isso, ou aquilo", cometendo a falácia lógica do falso dilema, assumindo que o pecado do homem ou o pecado dos pais do homem eram a causa de sua cegueira.
Os discípulos também parecem ter assumido que qualquer um que tem uma aflição sofre em direta proporção ao pecado que foi cometido. Novamente, o livro de Jó risca essa conclusão, pois o grau de sofrimento que Jó foi chamado a suportar era astronômico comparado com o sofrimento e aflições de outros muito mais culpados do que ele era.
Nunca devemos pular para a conclusão de que uma incidência específica de sofrimento é uma resposta direta ou está em direta correspondência ao pecado específico de uma pessoa. A história do homem que nasceu cego deixa isso claro.
Nosso Senhor respondeu a pergunta dos discípulos corrigindo sua falsa suposição de que a cegueira do homem era uma direta consequência do pecado dele mesmo ou de seus pais. Ele lhes assegurou que o homem nasceu cego não porque Deus estava punindo ao homem ou a seus pais. Havia outra razão. E por haver outra razão neste caso, pode sempre haver outra razão para as aflições que Deus nos chama a suportar.
Jesus respondeu a seus discípulos dizendo: "Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus" (v. 3). O que ele quis dizer? De uma maneira mais simples, Jesus disse que o homem nasceu cego para que Jesus o pudesse curar no tempo designado, como testemunho do poder e da divindade de Jesus. Nosso Senhor demonstrou sua identidade como o Salvador e o Filho de Deus nessa cura.
Quando sofremos, devemos confiar que Deus sabe o que está fazendo, e que ele trabalha em e através da dor e das aflições de seu povo para sua própria glória e a santificação de seu povo. É difícil suportar sofrimento prolongado, mas a dificuldade é grandemente aliviada quando ouvimos nosso Senhor explicando o mistério no caso do homem nascido cego, que Deus chamou para muitos anos de dor para a glória de Jesus.

É correto um cristão ser policial?





















Além de não proibir um cristão de ser policial, a Bíblia exalta essa profissão que é extremamente importante no contexto de pecado (1Jo 5:19) em que vivemos.
A aprovação de Deus podemos encontrar, por exemplo, em Lucas 3:14, onde o profeta João Batista aconselhou da seguinte maneira os soldados romanos que ouviram sua pregação:

“Então alguns soldados lhe perguntaram: ‘E nós, o que devemos fazer?’ Ele respondeu: “Não pratiquem extorsão nem acusem ninguém falsamente; contentem-se com o seu salário”.
João Batista era um pregador que não temia “chamar o pecado pelo nome”, tanto que foi morto por isso (ver Mt 14:1-12; Mc 6:14-29; Lc 3:19, 20; 9:7-9). Entretanto, quando interrogado pelos soldados quanto ao que deveriam fazer para terem o favor e a aprovação de Deus, o profeta inspirado não os aconselhou a abandonarem a profissão deles.
Ao invés disso, os orientou a serem honestos no trabalho, sem extorquir os outros e a tratá-los com respeito e dignidade.
O valor a profissão de policial (entre outras funções que trabalham pela ordem e segurança da sociedade) é apresentada em Romanos 13:4, que diz ser a autoridade “serva de Deus” (Nova Versão Internacional) para o bem dos cidadãos que vivem como verdadeiros cidadãos.
Ao mesmo tempo, a Bíblia diz que, além de serva do Criador, a autoridade é “agente da justiça para punir quem pratica o mal” (Rm 13:4, última parte).
O POLICIAL E A ADORAÇÃO
Alguns cristãos que observam o sábado como dia de repouso pensam ser inviável conciliar a adoração a Deus no sétimo dia, como orienta o 4º mandamento do Decálogo (Êx 20:8-11), com a responsabilidade de um policial em cumprir com uma escala que o coloque em serviço no “dia do Senhor” (Is 58:13, 14; Mt 12:8; Mc 2:27, 28).
Porém, essa é uma questão pessoal. Isso é evidente no fato de que há pessoas que conseguem conciliar as duas coisas, enquanto que outras, não.
Obviamente, se for para não adorar a Deus no Seu santo dia, é melhor deixar de lado a profissão. Porém, para aqueles que conseguem ser adoradores e, ao mesmo tempo, servir a sociedade na luta contra o crime, poderão perfeitamente representar a Deus como Seus servos na punição dos criminosos que não se arrependeram dos seus pecados.
Em situações emergenciais (pois o pecado “não avisa” quando chegará com seus efeitos), o profeta Neemias contou com o serviço de guardas para que um mandamento de Deus não fosse desprezado pelo povo rebelde, que queria comercializar no dia de sábado:
“Quando as sombras da tarde cobriram as portas de Jerusalém na véspera do sábado, ordenei que fossem fechadas e só fossem abertas depois que o sábado tivesse terminado. Coloquei alguns de meus homens de confiança junto às portas, para que nenhum carregamento pudesse ser introduzido no dia de sábado (Nee 13:19. Ver também Nee 13:15-22).
Perceba que esses “policiais” nos dias de Neemias não deixaram de ser adoradores do Deus de Israel, e conseguiram cumprir com suas obrigações para garantir o bem-estar da sociedade da época.
Isso nos leva a concluir que um policial que observa do sábado pode encontrar o ponto de equilíbrio. Enquanto que não negligenciará sua adoração e comunhão com o Criador (ver Hb 10:25), o soldado estará à disposição da sociedade, desde que isso não seja uma “desculpa” para negligenciar a própria vida espiritual, que sempre deverá estar em primeiro lugar (Mt 6:33).
CONCLUSÃO
A Bíblia não poderia proibir uma profissão tão importante. A autoridade é vista como “serva de Deus” (Rm 13:4) e o profeta João Batista, sobre inspiração, não foi contra o trabalho policial. Ao contrário, aconselhou aos soldados que exercessem suas funções com honestidade diante de Deus e dos cidadãos.
Vemos na Bíblia que, em situações emergenciais, em que a ordem de uma sociedade teocrática estava em jogo (ver Neemias 13:19), o profeta Neemias contou com o serviço de vigilância para impedir que no dia de sábado a cidade de Jerusalém participasse de uma atividade indevida para o dia santificado (comércio).
Todavia, se um cristão julgar que não poderá ser um adorador constante devido ao revezamento que ocorre na escala, será melhor não comprometer sua espiritualidade.
Há policiais que conseguem ser bem atuantes em sua esfera e, ao mesmo tempo, adorar a Deus na igreja, durante os cultos, especialmente no sábado. Por isso, é converse com outros crentes que tiveram êxito em seguir sua carreira militar e que se mantiveram  fieis na obediência ao quarto mandamento.
importante que, além de ler essa resposta, o cristão 
A experiência vivida por outras pessoas consagradas é uma das melhores escolas para aqueles que são menos experientes. Além disso, o reconhecimento das próprias limitações emocionais é fundamental no momento de avaliar os “prós” e os “contras” na escolha da referida profissão. Assim como em qualquer outra área da vida, ser policial é um “dom”, e nem todos terão estrutura psíquica e habilidade para isso.
Independente da escolha que fizer, saiba que Deus irá lhe abençoar e tornar-lhe uma pessoa bem-sucedida e realizada naquilo que fizer, se decidir todos os dias ser fiel e obediente a Ele em todas as circunstâncias, bem como representa-Lo dignamente onde quer que esteja (cf. Mt 5:13, 14).
“Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as pratica é como um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela não caiu, porque tinha seus alicerces na rocha. Mas quem ouve estas minhas palavras e não as pratica é como um insensato que construiu a sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela caiu. E foi grande a sua queda” (Mt 7:24-27).

quarta-feira, 22 de maio de 2013




Faze-me justiça, ó Deus, e pleiteia a minha causa contra a nação contenciosa; livra-me do homem fraudulento e injusto. Sal. 43:1.

Outro dia, uma senhora perdeu a guarda do filho, só porque o marido tinha muito dinheiro e contratou os melhores advogados. A senhora estava revoltada e decidiu fazer um trabalho de macumba contra o marido. Foi nessas circunstâncias que ela conheceu o evangelho e aceitou a Jesus.
 Para aquela mulher e tantas outras pessoas que sofrem injustiças, a oração do salmista deve ter muito sentido. Fraude e injustiça andam de mãos dadas. O fraudulento usa a mentira, o disfarce, o engano e a astúcia como armas. Compra consciências e acha que tem o controle da vida.
 Quando você é vítima de alguma injustiça, pode chegar até o fundo do poço. Era assim que Davi se sentia. Ele diz no verso 2: “Por que me rejeitas? Por que hei de andar eu lamentando sob a opressão dos meus inimigos?”
 Rejeição e opressão. Na há nada mais doloroso do que se sentir rejeitado. Nada mais humilhante do que estar oprimido. A vítima da injustiça perde a auto-estima e cai na depressão.
 Aonde vão os filhos de Deus diante das adversidades? Quando você acha que a vida não está sendo justa com você, quando bate às portas das oportunidades e todas se fecham?
 O salmista sabia aonde ir. Ele implora a Deus por justiça. “Faze-me justiça, ó Deus”, ele clama. Fazer justiça, do verbo hebraico shapat, tem um sentido jurídico. Shapat expressa a atividade de uma pessoa que atua como intermediária entre duas partes que estão em conflito.
 Na vida espiritual, também existe um conflito permanente. Não é justo o que o inimigo faz com os filhos de Deus na Terra. Não é justa a maneira como ele destrói famílias, estraçalha sonhos e acaba com as pessoas.
 A morte de Cristo na cruz do Calvário foi a resposta divina ao clamor humano. Nunca houve e nunca haverá ato vindicatório maior que o sacrifício de Jesus na cruz.
 Por isso, hoje, não se sinta diminuído diante das injustiças da vida. Levante a cabeça, olhe o horizonte de oportunidades que Deus apresenta diante de você e clame: “Faze-me justiça, ó Deus, e pleiteia a minha causa contra a nação contenciosa; livra-me do homem fraudulento e injusto.”

Alejandro Bullón


 Nos lábios do rei se acham decisões autorizadas; no julgar não transgrida, pois, a sua boca. Prov. 16:10.

O provérbio de hoje tem a ver com o uso do poder. O poder, como a energia elétrica, serve para o bem ou para o mal. Sabiamente orientada, a energia elétrica pode salvar vidas. Mal usada, já matou muitas pessoas. O poder nas mãos de uma pessoa dependente de Deus pode fazer as pessoas mais felizes. Nas mãos de um insensato, pode ser instrumento de tirania e destruição.
 “Nos lábios do rei se acham decisões autorizadas”, afirma o texto. É inquestionável. O rei tem poder, suas decisões são autorizadas. Tem poder também o gerente, o pai, o diretor, o chefe, o professor... Alguns mais, outros menos. A pergunta é: Como estou usando o poder que me foi confiado? Uso dois pesos e duas medidas? Sou justo, humano, sensível e compreensivo? Ou simplesmente o uso para demonstrar que “aqui quem manda sou eu”?
 A segunda parte do verso declara: “No julgar não transgrida.” É interessante o verbo julgar. Significa determinar, dar a sentença. Quando duas crianças disputam o mesmo brinquedo, o pai define como fica a situação. Quando num jogo de futebol os dois times discutem se foi falta ou não, é o juiz quem determina.
 A advertência de Salomão para quem exerce o poder é “no julgar não transgrida”. Literalmente, “não transgredir” significa “não trair a justiça”.
 Seja um homem justo. Onde quer que você exerça o poder, use-o com sabedoria e estabeleça valores. São os valores que servem de fundamento para relacionamentos saudáveis. Viva esses valores. As pessoas estão atentas para ver se você segue os valores que defende.
 Toda pessoa que exerce o poder é como o modelo de uma obra de arte. As pessoas não seguem os valores que você estabelece nem a visão de futuro que você escreve na pauta da empresa ou a um lado de sua mesa de trabalho. As pessoas seguem você. Portanto, ame-as, compreenda-as, e ajude-as a crescer. Esse é o uso correto do poder.
 Um dia, quando chegarmos ao último capítulo de nossa história, queiramos ou não, teremos que prestar contas a Deus da maneira como usamos o poder. Nesse dia, quero dizer: “Senhor, fui apenas um instrumento nas Tuas mãos. Obrigado porque, através da minha insuficiência, o Teu poder foi suficiente para fazer as pessoas felizes.” Não se esqueça: “Nos lábios do rei se acham decisões autorizadas; no julgar não transgrida, pois, a sua boca.”
 
Alejandro Bullón

segunda-feira, 20 de maio de 2013



 Como vinagre para os dentes e fumaça para os olhos, assim é o preguiçoso para aqueles que o mandam.
Prov. 10:26.

A preguiça mata. Lenta, imperceptível e dissimuladamente. Mata porque o preguiçoso nada realiza, e uma vida sem realizações é uma agonia que não acaba. E, quando acaba, termina em pobreza e miséria.
 O preguiçoso vive jogando a culpa de sua triste situação nos outros ou na falta de oportunidades. Ignora que as oportunidades não caem do céu; é preciso criá-las.
 Salomão compara o preguiçoso com o vinagre e a fumaça. Ninguém os suporta. Você os tolera. Que empregador é feliz com um empregado que se limita a fazer o que se lhe ordena?
 O trabalho é uma das maiores bênçãos porque lhe dá sentido e propósito à vida. A vida não é só existir, é também fazer e acontecer. O trabalho faz as coisas acontecerem.
 O trabalho é um dos temas mais tratados do livro de Provérbios. O objetivo de Salomão é ensinar as pessoas a serem felizes. Não há felicidade sem realização, e esta é resultado do trabalho.
 Não invente desculpas. A vida é curta. Desperdiçar tempo buscando pretextos para adiar as oportunidades é tolice. Não espere o trabalho ideal. Vá atrás dele e, enquanto não o achar, faça o que vier às suas mãos. Não existe trabalho indigno ou humilhante. Qualquer trabalho, por insignificante que pareça, é o primeiro passo para chegar ao trabalho dos sonhos.
 As instituições e empresas estão procurando pessoas com vontade de fazer as coisas acontecerem. Grandes salários são a conseqüência natural de diligência e entrega. Jesus disse um dia: “Quem é fiel no pouco também é fiel no muito.” Luc. 16:10.
 Sacuda hoje a poeira dos pés. E, mesmo desempregado, faça o que vier à mão para fazer. Mas faça-o com dedicação e entusiasmo, como se fosse o grande trabalho com o qual você sonhou.
 Quando uma pessoa está bem com Deus, está bem consigo mesma e tem vontade de sair da atual situação das coisas. Faça de hoje um dia de realizações. Fuja da preguiça porque “como vinagre para os dentes e fumaça para os olhos, assim é o preguiçoso para aqueles que o mandam”.

Alejandro Bullón