"Dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro em vós um espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra, e vos darei um coração de carne.
Porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis.
Habitareis na terra que eu dei a vossos pais; vós me sereis por povo, e eu vos serei por Deus."(Ezequiel 36: 26-28).
Baruch Hashem, Glória a YAHWEH e Honra a Yeshua, o Mashiach de Israel
"Ninguém que põe a mão no arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus"Lucas 9:62
“Porque o Senhor me libertou do império das trevas e me transportou para o Reino do Filho do Seu Amor” Cl 1:13
Já orou por seus filhos hoje?
Porque não criamos nossos filhos para povoarem o inferno
Filhos
"Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria,
que não se compadeça dele, do filho do seu ventre?
Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti. "
Isaías 49:15
...
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Sejam bem-vindos!
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domingo, 9 de outubro de 2011
Pense nisto...
Conhecíamos Alexandre há mais de cinco anos.
Bráulia Ribeiro colaborara para o Genizah
Chegou com 20 e poucos, com o cérebro já detonado pelo crack.
Durante o curso de discipulado foi alcançando coerência, e, ao fim de seis meses,
voltou à sua casa para fazer vestibular, ciente do que queria: ser piloto missionário.
Terminou o ensino médio, inspirou o pai a estudar e fizeram vestibular juntos.
O pai passou em direito -- Alexandre, ainda tratando de ser lúcido, não.
Vieram outras crises; a razão saía por uma fresta da janela, ficava uma algaravia
Vieram outras crises; a razão saía por uma fresta da janela, ficava uma algaravia
religiosa indecifrável.
Nas crises, ele nos visitava para longas conversas.
Nunca foi mau o rapaz.
Eu sempre lhe sabia gentil, apesar das incoerências.
Meu marido tinha ouvidos para lhe decifrar as angústias no meio da verborragia.
Aconselhava, ouvia.
Nos últimos meses, Alexandre começou a observar minha filha que se tornava
Nos últimos meses, Alexandre começou a observar minha filha que se tornava
menina moça e a notar-lhe a beleza florescendo.
Ligava às três da manhã falando da menina que vira no balanço, de suas amiguinhas,
do toque puro que lhe deu na perna, de como Deus ama os anjos.
Meu instinto de mãe se põe de guarda.
Aviso às coleguinhas e, quando Alexandre vem, eu o acompanho ao redor
da floresta que circunda a comunidade.
Na terça-feira a bicicleta com adesivo Yokohama para na minha porta.
Na terça-feira a bicicleta com adesivo Yokohama para na minha porta.
Nesse dia Reinaldo está com pressa.
Explica pro Alexandre:
-- Tô de saída.
-- Tô de saída.
Tenho reunião com pastores na cidade.
O rapaz insiste, mais transtornado que nunca na esperança
O rapaz insiste, mais transtornado que nunca na esperança
absurda que tem em Reinaldo.
-- Você é meu pai, meu pastor, eu preciso de você.
Reinaldo começa a se irritar.
-- Você é meu pai, meu pastor, eu preciso de você.
Reinaldo começa a se irritar.
Explica que não dá.
Alexandre implora.
-- Deixa eu voltar pra viver aqui com vocês.
-- Como?
-- Deixa eu voltar pra viver aqui com vocês.
-- Como?
Você se droga, anda por aqui observando nossas crianças e me liga
de madrugada falando nelas.
Como posso confiar pra te deixar morar aqui?
-- Não vou fazer nada com elas, só quero ser como elas, nascer de novo
-- Não vou fazer nada com elas, só quero ser como elas, nascer de novo
numa família de Deus, Reinaldo.
Eu quero ser de Deus e não sei como, será que elas me ajudam?
-- Hoje não posso.
-- Hoje não posso.
Tô atrasado demais.
Olha, já fizemos tudo o que podíamos por você.
Agora acabou.
-- Como acabou?
-- Como acabou?
Não acaba não, olha.
E mostrou um rolo de papel higiênico que tinha nas mãos.
Reinaldo se irritou com aquele rolo -- me contou depois --,
E mostrou um rolo de papel higiênico que tinha nas mãos.
Reinaldo se irritou com aquele rolo -- me contou depois --,
mesmo assim segurou a ponta enquanto o menino desenrolava
lentamente tirando de dentro uma Bíblia pequena
amarfanhada, pra ler o Salmo 136.
-- Olha o que a Bíblia fala:
-- Olha o que a Bíblia fala:
“Rendei graças ao Senhor, porque seu amor dura para sempre”.
E assim foi lendo parado no sol quente ao lado do carro o Salmo todo enquanto Reinaldo
E assim foi lendo parado no sol quente ao lado do carro o Salmo todo enquanto Reinaldo
tentava lhe dizer que estava atrasado, que era pastor,
que conhecia a Bíblia, que voltasse depois ou nem isto.
Foi-se o pastor pra reunião e o garoto em desespero para a estrada
Foi-se o pastor pra reunião e o garoto em desespero para a estrada
quente de bicicleta.
Reinaldo disse que ainda o viu quando voltava, pedalando, percebendo o carro,
mas nem o parou de novo como seria seu costume.
Virou o rosto como se dissesse:
“Olhe, você, meu pastor, falhou, me trocou por uma reunião, não me ouviu,
deixou que seu amor acabasse, sendo que o amor de Deus nunca acaba”.
Acabou também naquela tarde a história de Alexandre e sua busca por Deus.
Acabou também naquela tarde a história de Alexandre e sua busca por Deus.
Na manhã seguinte sua irmã nos ligou, chamando para o velório.
O rapaz se matou na tarde anterior nas rodas de uma carreta de carga depois
de duas outras tentativas.
Choramos eu e Reinaldo muitas lágrimas de angústia,
desespero e culpa, e ainda choro enquanto escrevo isto.
Por nós, e por todos os Alexandres da vida que encontram
na rua os levitas e não os samaritanos.
Bráulia Ribeiro colaborara para o Genizah
Texto originalmente publicado na Revista Ultimato
Somos vasos do Senhor,
SHALON ADONAI, somos vasos do Senhor, precisamos servir ao Senhor mais, esse deserto é benção do Senhor, está descendo unção sobre ti, esse deserto, não será sua morte espiritual, Deus está curando voce, tratando voce, ele está capacitando, ele está treinando voce, para uma missão específica, Deus está procurando seus Calebes desta geração, procurando Josués deste tempo, para ele usar e através de nós fazermos milagres em seu nome, mas é necessário termos mais mais temor, para que ele venha nos usar, precisamos servir com amor, que possamos aprender com uma criança, pois são puras, não tem interesses, não tem ambições, não tem maldades, sempre puras e passaporte gratuita para se achegar a Cristo, deixai vim a mim as criancinhas, assim é ordenança do Senhor, temos que ser alma voluntária do Senhor, todos nós temos um impossível para conquistar, para testemunhar, pois Deus sendo justo e fiel, sempre nos dá e sempre nos dará o escape, somos milagre de Deus , tantas coisas que pareciam impossíveis , que Deus já nos delegou, já nos entregou, ele está mudando tudo aos poucos, para sabermos valorizar tudo e reconhecer que precisamos nos submeter ao Senhor com mais temor, adorando em tempo e fora de tempo, as lutas vem e sempre virá, mas sempre Deus no controle de tudo, sempre será Deus, para nos provar, para aprovar, justo para nos capacitar em tudo que tem a fazer através de nossas vidas, deixe Jesus tocar em ti, quantas das vezes já recebemos milagres do Senhor! Livramento do Senhor é milagre, misericórdia é benção do Senhor, portanto somos agraciados, somos bem aventurados, somos milagres de Deus, haverá milagre dentro de nós, quando confessarmos nossas fragilidades, imperfeições, fraquezas para Deus, é tempo de confessarmos os nossos pecados, então porque não pedir ao Senhor para quebrar nosso orgulho, soberba, enfim pedir ao Senhor GRAÇA, pedi ao Senhor mais humildade, simplicidade, o ESPÍRITO SANTO virá nos renovando, nos fortalecendo, a esperança chega, as mãos de JESUS CRISTO vai agindo e haverá sempre milagre dentro de nós!
Enviado por Irma Cevanata Oliveira
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Viver por Jesus é Escolher
Se eu tivesse que resumir a vida numa frase, penso que seria: – Viver é escolher. Sempre estamos fazendo escolhas. Algumas são muito simples, outras são muito complexas. Algumas têm conseqüências imediatas e outras têm conseqüências a longo prazo. Mas todas as escolhas têm conseqüências, e marcam a nossa vida.
Escolhas. Tenho percebido que, na vida, o mais difícil nem sempre é escolher entre o certo e o errado. Sabemos o que é certo e também o que é errado. É verdade que nem sempre fazemos aquilo que sabemos ser o certo, mas nós tentamos – e como tentamos!
Para mim, o mais difícil na vida é escolher entre duas coisas certas. Qual delas seria a melhor? Parece que, de repente, chegamos a uma encruzilhada e perguntamos: – Senhor, qual é a Tua vontade? E nem sempre ouvimos claramente a voz orientadora de Deus. Mas a promessa que Ele faz no Salmo 32:8 e 9 é de que irá nos orientar para que sejamos capazes de fazer as melhores escolhas. Ele diz: “Eu lhe ensinarei o caminho por onde você deve ir; eu vou guiá-lo e orientá-lo. Não seja uma pessoa sem juízo como o cavalo ou a mula, que precisam ser guiados com cabresto e rédeas, para que obedeçam”.
Deus deseja orientar-nos para que sejamos capazes de fazer as melhores escolhas. Mas nem sempre O buscamos para essa orientação. Preferimos, algumas vezes, agir como seres irracionais, que para obedecer precisam de um cabresto. Cabresto e rédeas são instrumentos para domar animais.
Viver por Jesus é uma questão de escolha. Quem terá o controle de minha vida? A quem ouvirei na hora das grandes decisões? Estou disposto a ouvir a orientação de Deus? Ou agirei como um “cabeça dura”?
Em cada manhã, ao começar um novo dia, deveríamos consultar ao Senhor sobre o melhor caminho. Mas nem sempre é assim. Geralmente tomamos o caminho mais fácil. O caminho de sempre. Inclinamos a cabeça e nos submetemos teimosamente à rotina da vida, sem necessidade de pensar, raciocinar, ou escolher. Observe que Deus não promete respostas. Ele promete nos guiar e orientar. Normalmente Ele dirá: “Há duas estradas a percorrer, dois senhores e dois destinos a seguir. Agora a escolha é sua”.
E como saberei qual é o melhor caminho?
Quando eu escolho viver por Jesus é mais fácil escolher qualquer outra coisa. Porque Ele se torna o Senhor de minha vida. Mas se Ele não é Senhor da minha vida, qualquer outra influência ou pressão pode gerar uma escolha errônea.
Deixe-me ilustrar da seguinte maneira:
O filme O Mágico de Oz conta a história de Dorothy, uma pré-adolescente desencantada com a vida, que é levada por um redemoinho para uma terra encantada. Lá, encontra três personagens, que, de certa forma, representam as nossas indecisões. O Homem de Lata que precisa de um coração. O Leão Medroso que precisa de coragem. E também um Espantalho que precisava de um cérebro.
Cada vez que o Espantalho fala, no filme, não fala de si mesmo. Dorothy o estimula a dar sua opinião. Aproxima-se, e ao retirar o chapéu da cabeça dele, espanta-se e diz: – Oh, mas… só tem lixo aí…
E o Espantalho responde: – Há muita gente assim por aí.
Sabe, há muita gente assim por aí. Gente que guarda muito lixo em sua mente. Esse lixo que você guarda aí determina a escolha que você faz e a escolha que você faz determina quem você é.
E há muita gente guardando lixo na mente, através daquilo que ouve, daquilo que lê e também através daquilo que vê. E as pequenas escolhas do dia-a-dia irão determinar as grandes decisões. Nossas escolhas diárias – aquilo que iremos ouvir, ler ou ver – por menores que pareçam no momento, causam um impacto prolongado. Uma pequena concessão aqui, outra acolá. Tudo parece tão insignificante, e o inimigo vem falando sutilmente: – Vá em frente e leia essa revista. Não perca essa piada, ouça. Vá em frente e entre rapidamente neste site. Você pode acertar tudo depois. Não é uma coisa muito grande!
Cada escolha feita afeta a seguinte. A cada dia, a cada hora acordados, somos chamados para tomar decisões sobre o uso do nosso tempo, nossas atividades, nossa família, nosso emprego, nossas responsabilidades, nosso andar com o Senhor. Decidir obedecer não é uma coisa repentina; mas, um estilo de vida. Algumas vezes é fácil, outras extremamente difícil.
Outra coisa importante é que as grandes escolhas são geralmente feitas em particular e a sós. Por essa razão, a cada manhã consulte ao Senhor nas primeiras horas do dia, para saber qual é a Sua vontade para a sua vida. Abra a Palavra e deixe sua mente, no frescor da manhã, encher seus pensamentos com novas idéias e valores. A Palavra de Deus responde a perguntas e remove a neblina da confusão que surge quando têm muitas vozes soando ao nosso redor. A vida pode ser mais simples quando vivemos de acordo com a Sua Palavra. A maioria das lutas que temos nesta vida resulta de não fazer o que sabemos ser certo. As palmadas da minha mãe me ensinaram perfeitamente isso. Se atendermos à Palavra de Deus, Ele irá lutar a nosso favor e nos guiará às melhores escolhas.
Não é fácil agir de maneira independente e autônoma no mundo, pois isso significa ter que enfrentar a maré, ir contra a onda. Mas quando você escolhe viver por Jesus, você passa a usar uma couraça que o protege das pressões.
Imagine-se nas seguintes situações:
- Um grupo de jovens vestido de jeans, na sorveteria, e você de terno.
- Numa festa de aniversário, todo mundo bebe cerveja e você é o único a beber uma limonada.
- A maioria de seus colegas de escola já fez sexo e você continua virgem.
- Seus amigos curtem rock e você é o único fã de música clássica.
Como resistir a esse tipo de pressão? Como escolher a melhor atitude? As perguntas simples a seguir o ajudarão a decidir bem quando tiver que fazer escolhas difíceis:
Primeiro pergunte-se: Isso é bíblico?
A Palavra de Deus me dá a liberdade para escolher. Devo perguntar sempre: O que estou para fazer tem a aprovação dEle? O que a Palavra de Deus diz a respeito disso? Quando estiver confuso você descobrirá o que não fazer sabendo o que fazer. Pegou a idéia?!
A segunda pergunta é: Isso é útil?
O que estou para fazer me ajudará a crescer? Isso me ajudará a cumprir o propósito de Deus em minha vida?
É o que Jesus faria?
Um recado aos pais: Se um dia seu filho perguntar se pode fazer alguma coisa que ele sabe que extrapola o limite, vocês deveriam dizer: “Olha, filho… é isso o que Jesus faria? Jesus iria a esse lugar?”
Outra pergunta importante: Isso é necessário?
Quem realmente está no controle da sua vida? Pergunte a si mesmo se cabe a você dizer sim ou não para essa decisão. Isso é realmente necessário para minha vida? Se você está no controle, pode dizer sim ou não. O fato de outros estarem fazendo (e pressionando você para fazer também) não torna isso certo.
Isso é sábio?
Tenha certeza de que considerou todas as conseqüências antes de fazer isso. O pecado sempre cobra um pedágio. E mesmo Deus amando você, não há uma exceção para a regra.
Isso é proveitoso?
Como o que vou fazer pode afetar meu testemunho? Quero crescer e amadurecer, mas também tenho que me preocupar com os outros.
Isso é essencial?
Muitas pessoas separam muito tempo para coisas que têm pouco valor. E por último: Essa é a escolha certa?
Eu sei que é importante ter certeza de que o que estou para fazer é bíblico, útil, necessário e sábio. Mas a maior preocupação que tenho é: mesmo sabendo dessas coisas, ainda escolherei fazê-lo? Muitos sabem o que é certo, mas ainda assim escolhem fazer o que é errado.
Quando você faz as escolhas certas, embora seja muitas vezes difícil, dará a você um senso de propósito permanente e uma alegria inabalável.
Decida fazer a vontade de Deus. É assim que se vive por Jesus. É assim que se vive como Jesus. Veja o que a Bíblia diz: “O Filho não pode fazer nada por sua própria conta, pois Ele só faz o que vê o Pai fazer. Tudo o que o Pai faz o Filho faz também…” João 5:19. Jesus restringiu Suas decisões à vontade do Pai. Se eu resistir à vontade de Deus, meu destino ficará apenas em minhas mãos; mas, se for obediente à Sua vontade, meu futuro repousa nEle.
Conclusão:
Para terminar, preciso acrescentar que se quisermos obedecer às orientações divinas, devemos também gastar tempo com Jesus e ouvir o que Ele diz. Nossas escolhas nunca serão melhores nem maiores do que o fundamento que colocamos na oração. A oração é uma necessidade quando enfrentamos decisões com conseqüências eternas.
“Mostra-me, Senhor, os Teus caminhos, ensina-me as Tuas veredas; guia-me com a Tua verdade e ensina-me, pois Tu és Deus, meu Salvador, e a minha esperança está em Ti o tempo todo” Salmo 25:4 e 5.
Precisamos hoje ser capazes de fazer a maior de todas as escolhas. Precisamos dizer como Josué: “…escolhei hoje a quem sirvais: se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam dalém do Eufrates, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” Josué 24:15.
Colocando em prática:
- Você não precisa ser “massa”. Da próxima vez em que se vir pressionado pelo grupo a agir contra sua vontade ou contra a vontade de Deus, sem ser chato diga “não”. Isso pode não ser fácil, mas compensa. Você estará vivendo sua vida de forma criativa e aprovada por Deus.
- Ore por jovens de sua Igreja que estão sofrendo a pressão de seus companheiros e, estão cedendo.
Pr. José Raimundo Venefrides
Unidade do evangelho
VERSO PARA MEMORIZAR: “Completem a minha alegria, tendo o mesmo modo de pensar, o mesmo amor, um só espírito e uma só atitude” (Fp 2:2, NVI).
Sábado à tardeAno Bíblico: Mt 11-13
O reformador protestante João Calvino acreditava que desunião e divisão eram as principais estratégias do diabo contra a igreja, e advertiu que os cristãos deviam evitar dissensões como se essas fossem uma peste.
Mas a unidade deve ser preservada à custa da verdade? Imagine se Martinho Lutero, o pai da Reforma Protestante, quando foi levado a julgamento no Concílio de Worms, tivesse decidido renunciar a suas convicções sobre a salvação pela fé somente em nome da unidade!
“Houvesse o reformador cedido num único ponto, e Satanás e suas hostes teriam ganho a vitória. Mas sua persistente firmeza foi o meio para a emancipação da igreja e o início de uma era nova e melhor” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 166).
Em Gálatas 2:1-14, encontramos o apóstolo fazendo tudo que estava ao seu alcance para manter a unidade do círculo apostólico, diante das tentativas de alguns cristãos de destruí-la. Mas, apesar da importância que Paulo dava à unidade, ele se recusou a permitir que ela fosse alcançada de uma maneira que prejudicasse a verdade do evangelho. Embora haja espaço para a diversidade na unidade, o evangelho nunca deve ser comprometido no processo.
| Domingo | Ano Bíblico: Mt 14–16 |
A importância da unidade
1. De acordo com 1 Coríntios 1:10-13, é importante manter a unidade na igreja?
Tendo refutado todas as alegações de que seu evangelho não havia sido dado por Deus, Paulo dirigiu sua atenção para outra acusação feita contra ele (Gl 2:1, 2). Os falsos mestres da Galácia declaravam que o evangelho de Paulo não estava em harmonia com o que Pedro e os outros apóstolos ensinavam. Eles diziam que Paulo era um traidor.
Em resposta a essa acusação, Paulo narrou a viagem que fez a Jerusalém, cerca de catorze anos depois de sua conversão. Embora não tenhamos certeza de quando essa viagem aconteceu, nenhuma viagem na antiguidade era um empreendimento fácil. Se ele viajou por terra de Antioquia para Jerusalém, a viagem de 480 quilômetros teria levado pelo menos três semanas e teria envolvido todos os tipos de dificuldades e perigos. No entanto, apesar dessas dificuldades, Paulo empreendeu a viagem, não porque os apóstolos o tivessem chamado, mas porque havia sido chamado pelo Espírito. E enquanto ele esteve ali, apresentou seu evangelho aos apóstolos.
Por que ele fez isso? Certamente não foi porque tivesse dúvidas sobre o que estava ensinando. Certamente ele não precisava de nenhum tipo de reafirmação da parte deles. Afinal, ele já havia proclamado o evangelho durante catorze anos. E embora não precisasse da permissão nem da aprovação deles, Paulo valorizava em grande medida o apoio e encorajamento dos outros apóstolos.
Portanto, a acusação de que sua mensagem era diferente foi um ataque não apenas a Paulo, mas também à unidade dos apóstolos e à própria igreja. Manter a unidade apostólica era fundamental, porque uma divisão entre a missão de Paulo aos gentios e a igreja matriz, em Jerusalém, teria trazido consequências desastrosas. Sem harmonia entre os cristãos gentios e judeus, “Cristo estaria dividido, e seria frustrada toda a energia que Paulo havia dedicado, e esperava dedicar, para a evangelização do mundo pagão” (F. F. Bruce, The Epistle to the Galatians [A Epístola aos Gálatas], Grand Rapids, Michigan: William B. Eerdmans Publishing Company, 1982, p. 111).
Quais são as questões que ameaçam a unidade da Igreja hoje? Mais importante ainda: como lidamos com elas? Há assuntos mais importantes do que a própria unidade?
| Segunda | Ano Bíblico: Mt 17–20 |
Circuncisão e os falsos irmãos
2. Por que a circuncisão foi um ponto tão importante na controvérsia entre Paulo e alguns judeus cristãos? Por que não é tão difícil entender como alguns poderiam ter acreditado que até mesmo os gentios necessitavam passar por isso? Gn 17:1-22; Gl 2:3-5; 5:2, 6; At 15:1, 5
Acircuncisão era o sinal da relação de aliança que Deus havia estabelecido com Abraão, o pai da nação judaica. Embora a circuncisão fosse destinada apenas aos descendentes masculinos de Abraão, todas as pessoas eram convidadas para a relação de aliança com Deus. O sinal da circuncisão foi dado a Abraão em Gênesis 17. Isso ocorreu após a desastrosa tentativa de Abraão de ajudar Deus a cumprir Sua promessa de lhe dar um filho, ao gerar um filho com a escrava egípcia de sua esposa.
A circuncisão era um sinal apropriado da aliança, um lembrete de que os planos mais bem elaborados pelos seres humanos nunca podem realizar o que Deus prometeu. A circuncisão exterior devia ser um símbolo da circuncisão do coração (Dt 10:16; 30:6; Jr 4:4; Rm 2:29). Ela representa o despojamento da confiança própria e, em lugar disso, a constante dependência de Deus.
Na época de Paulo, no entanto, a circuncisão se havia tornado um importante sinal da identidade nacional e religiosa, tendo perdido o significado para o qual havia sido originalmente planejada. Cerca de cento e cinquenta anos antes do nascimento de Jesus, alguns patriotas excessivamente zelosos não só forçaram todos os judeus não circuncidados na Palestina a ser circuncidados, mas também exigiram isso de todos os homens que viviam nas nações vizinhas incluídas em sua jurisdição. Alguns até acreditavam que a circuncisão era o passaporte para a salvação. Isso pode ser visto em sátiras antigas que confiantemente declaram coisas como: “Os homens circuncidados não descem ao Geena [inferno]” (C. E. B. Cranfield, A Critical and Exegetical Commentary on the Epistle to the Romans
[Um Comentário Crítico e Exegético sobre a Epístola aos Romanos], Edinburgh: T. & T. Clark Ltda., 1975, p. 172).
Seria um erro supor que Paulo era contrário à circuncisão em si. O que Paulo contestava era a insistência para que os gentios se submetessem à circuncisão. Os falsos mestres diziam: “Se vocês não forem circuncidados conforme o costume ensinado por Moisés, não poderão ser salvos” (At 15:1, NVI). Portanto, a questão não era realmente sobre a circuncisão, mas sobre a salvação. Ou a salvação é pela fé em Cristo apenas, ou é algo obtido pela obediência humana.
Hoje a circuncisão não é o problema da igreja. Mas, o que enfrentamos que se parece com essa questão?
| Terça | Ano Bíblico: Mt 21–23 |
Unidade na diversidade
3. Leia Gálatas 2:1-10. Paulo disse: Os falsos irmãos “infiltraram-se em nosso meio para espionar a liberdade que temos em Cristo Jesus e nos reduzir à escravidão” (Gl 2:4, NVI). Do que os cristãos são livres? Como podemos experimentar essa liberdade? Jo 8:31-36; Rm 6:6, 7; 8:2, 3; Gl 3:23-25; 4:7, 8; Hb 2:14, 15
Aliberdade, como condição da experiência cristã, é um conceito importante para Paulo. Ele usou essa palavra mais frequentemente do que qualquer outro autor do Novo Testamento, e, no livro de Gálatas, as palavras livre e liberdade ocorrem várias vezes. Liberdade, no entanto, para os cristãos significa ser livre em Cristo. É a oportunidade de ter uma vida de livre devoção a Deus. Envolve a liberdade da escravidão dos desejos de nossa natureza pecaminosa (Rm 6), liberdade da condenação da lei (Rm 8:1, 2) e liberdade do poder da morte (1Co 15:55).
4. Os apóstolos reconheceram que a Paulo “havia sido confiada a pregação do evangelho aos incircuncisos, assim como a Pedro, aos circuncisos” (Gl 2:7, NVI). O que isso sugere sobre a natureza da unidade e diversidade dentro da igreja?
Os apóstolos reconheceram que Deus havia chamado Paulo para pregar o evangelho aos gentios, assim como havia chamado Pedro para pregar aos judeus. Em ambos os casos, o evangelho era o mesmo, mas a forma de ser apresentado dependia do povo ao qual os apóstolos estavam tentando alcançar. Implícito nesse verso “está o importante reconhecimento de que uma e a mesma fórmula deve ser ouvida de diversas maneira e ter diferente força nos variados contextos sociais e culturais... É justamente essa unidade que é a base da unidade cristã, precisamente como a unidade na diversidade” (James D. G. Dunn, The Epistle to the Galatians [A Epístola aos Gálatas], Peabody, Massachusetts: Hendrickson Publishers, Inc., 1993, p. 106).
Até que ponto devemos estar abertos a métodos de evangelismo e testemunho que nos tirem da nossa “zona de conforto”? Existem formas de evangelismo que o incomodam? Quais são elas? Por que o incomodam? Você precisa ter a mente mais aberta para essas coisas?
| Quarta | Ano Bíblico: Mt 24-26 |
Confronto em Antioquia
Algum tempo após a conferência de Paulo em Jerusalém, Pedro fez uma visita a Antioquia da Síria, o local da primeira igreja gentílica e a base das atividades missionárias de Paulo descritas em Atos. Enquanto esteve ali, Pedro comeu livremente com os cristãos gentios, mas quando chegou um grupo de cristãos judeus da parte de Tiago, Pedro, com medo do que poderiam pensar, mudou totalmente seu comportamento.
5. Por que Pedro devia ter sido coerente? Qual é a influência da cultura arraigada e da tradição em nossa vida? Compare Gl 2:11-13 e At 10:28
Alguns têm erroneamente suposto que Pedro e os outros judeus que estavam com ele tinham deixado de seguir as leis do Antigo Testamento sobre alimentos puros e impuros. No entanto, esse não parece ter sido o caso. Se Pedro e todos os cristãos judeus tivessem abandonado as leis alimentares judaicas, certamente haveria acontecido um grande tumulto na igreja. Se isso houvesse ocorrido, com certeza haveria algum registro a esse respeito, mas não há. É mais provável que a questão fosse sobre compartilhar a mesa com os gentios. Visto que muitos judeus viam os gentios como imundos, era prática entre alguns deles evitar o contato social com os gentios, tanto quanto possível.
Pedro havia lutado com esse assunto, e somente uma visão de Deus o ajudou a ver claramente a questão. Pedro disse a Cornélio, o centurião romano, depois que entrou em sua casa: “Vocês sabem muito bem que é contra a nossa lei um judeu associar-se a um gentio ou mesmo visitá-lo. Mas Deus me mostrou que eu não deveria chamar impuro ou imundo a homem nenhum” (At 10:28, NVI). Embora tivesse consciência, ele estava com tanto medo de ofender seus compatriotas que voltou aos seus velhos caminhos. Aparentemente, essa foi a força de atração da cultura e da tradição sobre a vida de Pedro.
Paulo, porém, chamou as ações de Pedro o que eram exatamente: a palavra grega que ele usou em Gálatas 2:13 é hipocrisia. Mesmo Barnabé, disse ele, se deixou “levar pela dissimulação deles”. Foram palavras fortes de um homem de Deus para outro.
Por que é tão fácil ser hipócrita? (Seria porque temos a tendência de fechar os olhos para nossas próprias faltas, enquanto ansiosamente procuramos defeitos nos outros?) Que tipo de hipocrisia você encontra em sua própria vida? Mais importante, como você pode reconhecê-la e então extirpá-la?
| Quinta | Ano Bíblico: Mt 27, 28 |
A preocupação de Paulo
Asituação em Antioquia certamente estava tensa: Paulo e Pedro, dois líderes da igreja, estavam em conflito aberto. E Paulo não se conteve quando pediu a Pedro que explicasse seu comportamento.
6. Por que Paulo confrontou Pedro publicamente? Gl 2:11-14
Como Paulo percebeu, o problema não foi a decisão de Pedro de comer com os visitantes de Jerusalém. Antigas tradições sobre hospitalidade certamente exigiam o mesmo.
A questão era “a verdade do evangelho”. Ou seja, não era apenas uma questão de envolvimento social ou de comer juntos. Na realidade, as ações de Pedro afetavam toda a mensagem do evangelho.
Durante o encontro de Paulo com Pedro e os outros apóstolos em Jerusalém, eles haviam chegado à conclusão de que os gentios podiam desfrutar todas as bênçãos em Cristo, sem ter que primeiramente se submeter à circuncisão. A atitude de Pedro nessa ocasião colocava em perigo esse acordo. Onde antes os cristãos judeus e gentios se haviam unido em um ambiente de livre comunhão, agora a comunidade estava dividida, e isso trazia a perspectiva de uma igreja dividida no futuro.
Do ponto de vista de Paulo, o comportamento de Pedro sugeria que os cristãos gentios fossem fiéis de segunda categoria, na melhor das hipóteses, e que ele acreditava que as ações de Pedro colocariam forte pressão sobre os gentios para que se sujeitassem, se quisessem experimentar plena comunhão. Assim, Paulo disse: “Você é judeu, mas vive como gentio e não como judeu. Portanto, como pode obrigar gentios a viverem como judeus?” (Gl 2:14, NVI). A frase “viverem como os judeus” pode ser traduzida de forma mais literal como “judaizar”. Esta palavra era uma expressão comum que significava “adotar o modo de vida judaico”. Era aplicada aos gentios que frequentavam a sinagoga e participavam de outros costumes judaicos. Essa foi também a razão pela qual os adversários de Paulo na Galácia, a quem ele chamava de falsos irmãos, foram muitas vezes chamados de “judaizantes”.
Como se as atitudes de Pedro não fossem ruins o bastante, Barnabé, alguém que deveria ter bom senso, também foi envolvido nesse tipo de comportamento. Que exemplo claro do poder da “pressão social”! Como podemos nos proteger para não sermos influenciados no caminho errado por aqueles que nos rodeiam?
| Sexta | Ano Bíblico: Mc 1–3 |
Estudo adicional
Sobre a questão da unidade e diversidade na igreja, leia de Ellen G. White, O Outro Poder, Conselhos aos Escritores e Editores, p. 45, 47: “Investigação da Nova Luz”; Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 75: “Explicação de Antigas Declarações” [exemplo de como lidar com críticas]; Obreiros Evangélicos, p. 117-119: “Tato”; e 1888 Materials, v. 3, p. 1092, 1093: “Manuscript Release 898”.
“Mesmo os melhores homens, se deixados a si mesmos, cometerão erros graves. Quanto mais responsabilidades forem colocadas sobre o agente humano, quanto mais alta for sua posição para ditar e controlar, mais prejuízo causará ao perverter mentes e corações, se não seguir cuidadosamente o caminho do Senhor. Em Antioquia, Pedro falhou nos princípios da integridade. Paulo teve que enfrentar face a face sua influência subversiva. Isso está registrado para que outros sejam beneficiados, e para que a lição sirva de advertência solene para os homens em altas posições, para que não falhem na sua integridade, mas mantenham com firmeza os princípios” (Comentários de Ellen G. White, em SDA Bible Commentary, v. 6, p. 1.108).
Perguntas para reflexão
1. Poucas pessoas gostam de confronto, mas às vezes é necessário. Em que circunstâncias uma igreja deve condenar o erro e disciplinar os que se recusam a aceitar a correção?
2. À medida que a Igreja Adventista do Sétimo Dia cresce em todo o mundo, ela se torna cada vez mais diversificada. Que passos a igreja pode dar para garantir que a unidade não se perca no meio de tanta diversidade? Como podemos aprender a aceitar e até mesmo apreciar a diversidade de culturas e tradições entre nós, enquanto mantemos a unidade?
3. Ao partilhar o evangelho em uma cultura diferente, quais são os elementos essenciais que não devem mudar, e quais podem ser mudados? Como podemos distinguir entre o que deve permanecer e o que podemos, se necessário, renunciar?
1. Poucas pessoas gostam de confronto, mas às vezes é necessário. Em que circunstâncias uma igreja deve condenar o erro e disciplinar os que se recusam a aceitar a correção?
2. À medida que a Igreja Adventista do Sétimo Dia cresce em todo o mundo, ela se torna cada vez mais diversificada. Que passos a igreja pode dar para garantir que a unidade não se perca no meio de tanta diversidade? Como podemos aprender a aceitar e até mesmo apreciar a diversidade de culturas e tradições entre nós, enquanto mantemos a unidade?
3. Ao partilhar o evangelho em uma cultura diferente, quais são os elementos essenciais que não devem mudar, e quais podem ser mudados? Como podemos distinguir entre o que deve permanecer e o que podemos, se necessário, renunciar?
Resumo: A insistência de alguns cristãos judeus em que os gentios deviam ser circuncidados para se tornar verdadeiros seguidores de Cristo apresentou uma grave ameaça para a unidade da igreja primitiva. Em vez de deixar essa questão dividir a igreja em dois movimentos diferentes, os apóstolos trabalharam juntos, apesar dos conflitos entre si, para garantir que o corpo de Cristo permanecesse unido e fiel à verdade do evangelho.
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